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14 de ago de 2012

Pentágono dá início a compra de novas aeronaves presidenciais


































O presidente dos Estados Unidos poderá ter a disposição um novo avião Air Force One – isto é, quem for o presidente após as eleições de 2020. O Pentágono iniciou um programa nessa sexta-feira para desenvolver e comprar aeronaves que vão substituir os atuais aviões presidenciais para uso dentro de 10 anos. O Subsecretário para Aquisição de Defesa Frank Kendall autorizou que a Força Aérea possa estabelecer um escritório para o programa de substituição, que inclui também novos helicópteros Marine One disponíveis para uso depois de 2020.

A primeira das duas aeronaves Boeing VC-25A (747-200B) atuais que servem como Air Force One entrou em serviço com o transporte de presidentes em setembro de 1990. A aeronave deveria ter uma vida de 30 anos em serviço, disse a Força Aérea.
“Air Force One é um dos símbolos mais reconhecidos da Presidência, gerando inúmeras referências não apenas na cultura americana, mas em todo o mundo”, informa a Casa Branca no seu site.
Capaz de ser reabastecido em voo, o Air Force One tem um alcance ilimitado e pode levar o presidente sempre que ele precisa viajar, segundo a Casa Branca. A eletrônica a bordo está reforçada para proteger contra pulsos eletromagnéticos. O Air Force One está equipado com avançados equipamentos de comunicações seguras para funcionar como um centro de comando móvel, no caso de um ataque contra os EUA, bem como um conjunto médico que pode funcionar como uma sala de operação.

A primeira fase do programa vai se concentrar na conclusão de uma análise de mercado e da avaliação de requisitos de desempenho para os novos aviões presidenciais, de acordo com um funcionário da defesa que falou ontem com a condição de anonimato, já que o memorando definitivo ainda não foi divulgado. Estes serão revistos pelos requisitos oficiais dos Chefes de Estado Maior.
O projeto é uma boa notícia para os fabricantes de aeronaves e motores, como a empresas Lockheed Martin baseada em Bethesda, Maryland, a Boeing Company com sede em Chicago, Illinois, e as fabricantes de motores General Electric Company de Fairfield, Connecticut, e a United Technologies Corp baseada em Hartford, Connecticut.
O Pentágono tem a disposição um orçamento de 757 milhões dólares até 2017 para a primeira fase de sebstituição do Air Force One e US$ 1,84 bilhão para a substituição dos helicópteros até 2017, com a maior parte do dinheiro previsto para ser gasto depois do ano fiscal de 2015, disse o oficial.
O novo Air Force One, como o jato é conhecido quando o Presidente dos EUA está a bordo, inicialmente não seria entregue para a modificação com a tecnologia especializada até 2019, segundo o plano de aviação mais recente do Pentágono para os próximos 30 anos.
Um novo helicóptero presidencial para substituir os modelos com 35 anos de idade que agora estão em serviço não seria declarado operacional até 2020, seguido pelo novo avição Air Force One em 2023, disse o oficial, citando uma agenda oficial.
Kendall solicitou que a Força Aérea crie um plano que preveja a emissão de um pedido de propostas do avião para as empresas até 2015, com o potencial para um desenvolvimento de asinatura do contrato em 2016, de acordo com um resumo de seu memorando da decisão de aquisição.
A análise da Força Aérea irá formar a base para uma decisão de compra de fonte única da Boeing, a atual fabricante das atuais duas aeronaves que compõem a frota presidencial, ou abrir o concurso para a concorrência, disse o funcionário. Os documentos não especificam o número de aeronaves que podem ser compradas.
Num pronunciamento na Casa Branca em março de 2010, o então secretário de Defesa, Robert Gates, reconheceu a necessidade de substituir a atual frota de Air Force One dizendo que “existe claramente uma necessidade de um novo avião presidencial.”
“Na verdade, temos algum dinheiro no orçamento, em 2011, para começar a olhar para um novo Air Force One”, disse Gates. “Esse dinheiro será claramente definido nos próximos anos, à medida que avançamos nessa direção”.
A Força Aérea, no dia 07 de janeiro de 2009 – antes de Obama ser empossado presidente – anunciou uma pesquisa de mercado “para identificar fontes potenciais que possuem os conhecimentos, capacidades e experiência” para desenvolver e construir um Air Force One substituto. A pesquisa informou que a substituição do VC-25 com as novas células era “a opção mais custo-efetiva” em vez de modificar a aeronave atual.
O plano do helicóptero é a última tentativa de substituir os helicópteros existentes, desde que Gates encerrou o programa VH-71 então em 2009, por causa do crescimento dos custos e atrasos no cronograma, após a Lockheed Martin ter vencido o programa.
O programa do helicóptero VH-71 quando cancelado estava projetado para custar US$ 13 bilhões, mais do que dobro da estimativa original de US$ 6,1 bilhões. A versão mais capaz da aeronave estaria operacional em dezembro 2017, e seria executada com pelo menos 24 meses de atraso quando terminada.
O Presidente Barack Obama em fevereiro de 2009 disse que este programa podia ser chamado de “um exemplo de processo de aquisição que perdeu o motivo” e sugeriu que ele não precisa de um novo helicóptero. A versão atual do Marine One é “perfeitamente adequada”, disse ele numa cúpula da Casa Branca sobre responsabilidade fiscal.
Kendall em seu memorando dirigido a Força Aérea iniciou o planejamento detalhado para uma estratégia de aquisição. O objetivo está potencialmente liberando uma solicitação de propostas para o helicóptero para a indústria num contrato de desenvolvimento no ano fiscal de 2013 e possivelmente em 2014. O número exato de helicópteros a ser comprado ainda não foi decidido, disse o oficial.

Fonte: Bloomberg Businessweek- Tradução: Cavok



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