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20 de set de 2011

São Paulo recebe o Cirrus Weekend



















O Aeroclube de São Paulo localizado no Campo de Marte será sede , entre os dias 04 e 06 de dezembro, do Cirrus Weekend, evento voltado ao mercado premium de aeronaves, promovido pela Cirrus Brasil, que reúne marcas e convidados especiais para um encontro de relacionamento, lazer e negócios. O evento contará com a presença inédita do mockup do jato Cirrus Vision SF-50, dentro do restaurante Bar Brahma do Aeroclube de São Paulo, além da presença na pista dos modelos SR-20 e SR-22 e as novidades da Cirrus para estes modelos.
O evento, que espera mais de 500 visitantes, conta com o apoio de Bradesco, Cotia, Land Rover, Yachtbrasil, AGS Cargo, Security Blindados e Astronic Aviônicos, e promete uma atmosfera de descontração, boa gastronomia, boa música e bons negócios.
Nos Estados Unidos há uma política por parte dos fabricantes de apoiar ou patrocinar os aeroclubes, e esse apoio é tão nítido que é possível reparar que 90% da frota do aeroclube são aeronaves produzidas pelo fabricante que apoia o tal aeroclube. De uma maneira geral, os aeroclubes ganham as aeronaves, não sei qual critério e periodicidade que se segue, mas que tem muita lógica, tem. O aspirante a piloto aprende e se habilita nesse tipo de aeronave, qual será que ele vai prefeir comprar ou indicar para a compra ? A tendência, é claro, é que esse piloto tome gosto pela marca e venha a preferir pelo resto da vida. Quando você perguntar para esse piloto qual fabricante ele prefere você vai entrar numa disputa épica, assim como fotógrafos conversando sobre nikon ou canon, ou técnicos de informática conersando sobre Intel ou AMD.
Aqui no Brasil a realidade é completamente diferente. Os aeroclubes em sua grande maioria possuem apenas os aviões cedidos pela União e mesmo assim, dos 4mil provenientes do acordo com a Argentina (os Aerobueros) só restam 2mil, já que a maioria dos aeroclubes não pensam preventivamente ou não possuem capital suficiente para reparos e consertos quando esses se acidentam. Os mais recentes “Guri”, tem sido alvo de denúncias (valor elevado e capacidade duvidosa) e por isso, aparentemente, paralizado as concessões.
O que eu quero dizer com tudo isso ? Talves essa seja uma iniciativa que possa mudar um pouco a nossa realidade vivida no Brasil, apesar de que o Aeroclube de São Paulo não ser tão pequeno assim e ter um pool invejável, a parceria “fabricante/aeroclube” já começa a se desenhar, talvez com muito mais ganho por parte do fabricante,  mas enfim, parceria. Que os demais fabricantes atentem para essa prática e que procurem também os aeroclubes mais sinjelos, porém responsáveis, que existem aos montes pelo interior do Brasil.

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