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30 de abr. de 2012

Ratinho compra jatinho de R$ 4 milhões da Embraer


















O apresentador Carlos Massa, o Ratinho (SBT) acaba de adquirir um jatinho novo, fabricado pela Embraer. O avião teria custado R$ 4 milhões, segundo informa a coluna "Radar", de Lauro Jardim ("Veja"). 

Ratinho teria pago parte do novo veículo com o dinheiro da venda de seu velho King Air turboélice, o qual vendeu para a dupla Bruno & Marrone por R$ 2 milhões.
Ratinho tinha um gasto anual estimado com o antigo avião em R$ 1,4 milhão (entre combustível, salário de pilotos, manutenção e tripulação). O gasto anual com o novo jato deve passar de R$ 2 milhões.
Em 2012, Ratinho se tornou novamente vice-líder de audiência em horário nobre, atingindo médias de até 9 pontos e derrotando sistematicamente sua ex-casa (Record).

Iraque deve receber primeiros caças F-16 no início de 2014

















O Iraque deve receber os primeiros 24 dos 36 caças modelo F-16 que o país encomendou dos Estados Unidos no início de 2014, disse uma autoridade do governo à Reuters neste domingo. Durante o mandato do ditador deposto Saddam Hussein, a força aérea do Iraque era uma das maiores da região, com centenas de aeronaves principalmente de fabricação soviética. O Exército do país foi dissolvido após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.
Em julho passado, o primeiro-ministro iraquiano, Nuri Al-Maliki, dobrou o número de aviões de guerra que o Iraque havia planejado adquirir com o objetivo de fortalecer sua força aérea. A aviação militar do país foi colocada de lado durante um período prolongado em que o país dependeu de apoio aéreo dos Estados Unidos.
O diretor-adjunto do comitê de segurança e defesa do Parlamento, Iskander Witwit, disse que dois esquadrões da força aérea serão compostos a partir das primeiras 24 aeronaves.

EMBRAER - 1ª Entrega Internacional de uma Aeronave Produzida nos EUA



















Melbourne, Flórida, EUA,  abril de 2012 – A Embraer realizou a primeira entrega internacional de um Phenom 100 produzido nos Estados Unidos. O jato foi entregue em 31 de março ao empresário canadense Tasso Kostelidis.

“O Canadá é um mercado forte e crescente para a Embraer”, disse o Diretor de Vendas para a América do Norte Bob Knebel ao encontrar-se com Kostelidis no terceiro e último dia do processo de entrega da aeronave. “Esta é uma importante conquista, principalmente se considerarmos que se trata do terceiro avião produzido em nossa fábrica em Melbourne. Isso demonstra a experiência e a maturidade da nossa equipe.”

Kostelidis é piloto particular qualificado para vôo por instrumentos e realizou o treinamento da aeronave juntamente com o piloto de sua empresa nas instalações da CAE, parceira da Embraer, em Dallas. O proprietário utilizará o Phenom 100 para conectar sua ampla rede de centros de distribuição no Canadá, sediada em Montreal. Ele tem atualmente quatro armazéns para embalagens e materiais. Outros dois armazéns estão em construção e o Phenom 100 também será usado para checar o progresso das obras.

“Comecei este projeto em 2007, quando a maioria das aeronaves oferecidas nesta categoria ainda estava na fase de projeto”, disse Kostelidis, Presidente da Conglom, que agora já pode usufruir os benefícios do seu novo jato. “Avaliei quatro ou cinco aeronaves. Após estudar as estatísticas e o desempenho de cada uma e conhecer a reputação da Embraer de cumprir suas promessas, concluí que o Phenom 100 seria a melhor opção para atender às minhas necessidades. Se eu realizasse a mesma avaliação hoje e todos os aviões que estavam sendo projetados já estivessem voando, tenho certeza de que a minha decisão seria a mesma.”

A320 - Primeiro equipado com o recém criado Sharklet ficou pronto em Toulouse





















A Airbus produziu o primeiro A320 equipado com os novos Sharklets. Foi fotografado abaixo saindo de Toulouse, o MSN 5098 será uma das várias aeronaves da Família A320 em campanha de teste de voo para certificação com início em maio deste ano que durará aproximadamente 600 horas de voo. Esses testes com os Sharklets acontecem após a campanha de “primeiro teste de voo” bem sucedido com a aeronave A320 de teste da Airbus, MSN 001.

No total, sete novas aeronaves da Família A320, ambas equipadas com os tipos de motor CFM56 e V2500, testarão os Sharklets padrão de fábrica. Os resultados dos testes levarão à certificação desses dispositivos que economizam combustível em cada combinação de modelo de aeronave e escolha de motor. O primeiro membro da família a entrar em serviço com os Sharklets será o A320 equipado com o CFM56, a partir do quarto trimestre de 2012.

Os Sharklets, que foram especialmente projetados para a Família A320 da Airbus, reduzirão a queima de combustível em até 3,5 por cento, oferecendo uma redução anual de CO2 de aproximadamente 700 toneladas por aeronave. Essa quantia é equivalente ao CO2 produzido por aproximadamente 200 carros por ano. Os Sharklets agora são oferecidos como uma opção nas aeronaves a serem construídas, e são dispositivos padrão na Família A320neo

Resultado da Embraer recua 36 por cento no trimestre



















A Embraer iniciou o ano com retração de 36% no lucro líquido do primeiro trimestre, comparado a um ano atrás, conforme balanço divulgado ontem no fim do dia. O resultado da fabricante nacional de jatos foi de R$ 111,2 milhões. A companhia vem de uma perda de R$ 17,6 milhões no quarto trimestre de 2011 devido ao impacto da provisão de R$ 662 milhões decorrente principalmente do pedido de concordata da AMR, controladora da sua cliente American Airlines.
A receita líquida totalizou R$ 2 bilhões no período, abaixo dos R$ 3,6 bilhões do quarto trimestre de 2011, mas superior em 16,6% na comparação com um ano atrás.
No período, a Embraer entregou 21 aeronaves comerciais e 13 executivas, maior que o número alcançado no mesmo trimestre de 2011 - 28 aeronaves. No final de março, a carteira de pedidos firmes somava US$ 14,7 bilhões, pouco abaixo de dos US$ 16 bilhões de um ano atrás.
A margem bruta da empresa alcançou 23,2% no período e as margens Ebit e Ebitda chegaram a 7,5% e 12,9% respectivamente. A aviação comercial continua como principal fonte de receita da Embraer, responsável por 65,7%. Aviação executiva e defesa e segurança tiveram participações de 13,2% e 20,1% respectivamente.
A empresa teve resultado operacional de R$ 153,3 milhões, praticamente igual ao do mesmo trimestre de 2011. A Embraer ressaltou que, além do dissídio coletivo de 10% no final de 2011, a apreciação de 6,2% do dólar frente ao real representou um desafio adicional na gestão das despesas operacionais da companhia.
O caixa líquido no final do primeiro trimestre era de R$ 549,9 milhões, o que representou uma queda de R$ 286,3 milhões em relação à posição do final de 2011 e recuo similar com o do mesmo período do ano passado.
A queda neste ano, segundo destacou a empresa, foi provocada pelo aumento de R$ 529,7 milhões nos estoques da companhia, devido ao maior número de entregas de aeronaves previsto para os próximos trimestres de 2012. De acordo com o balanço divulgado ontem, a Embraer aumentou em R$ 14,3 milhões seu estoque de peças de reposição para atender a demanda crescente de seus clientes.
A empresa informou no informativo de seus resultado que tem plano de investir US$ 350 milhões no decorrer deste ano.
No final do primeiro trimestre o endividamento da Embraer totalizou R$ 3,6 bilhões, um aumento de R$ 512,6 milhões quando comparado ao quarto trimestre de 2011. Uma das principais causas, segundo a empresa, foi o aumento das dívidas de curto prazo, que totalizaram R$ 960 milhões no período. O endividamento da empresa um ano atrás totalizava R$ 2,4 bilhões.
Em relação ao processo de compra de aeronaves na categoria do Super Tucano, pela Força Aérea Americana (USAF), a Embraer informou ontem que espera a abertura de uma nova licitação no segundo trimestre deste ano. A empresa acredita que o anúncio de uma nova decisão deverá acontecer só em 2013.

Boeing quer elevar fatia de emergentes















A Boeing pretende alcançar até 30% do seu faturamento no setor de defesa fora dos EUA, até o fim de 2013, com a ajuda de mercados emergentes como o Brasil, Coreia do Sul e Índia. No ano passado, as vendas da empresa americana nesse nicho de mercado acumularam US$ 32 bilhões, dos quais 24% no mercado internacional. A estimativa é do CEO da fabricante americana de aviões, para o segmento de defesa, Dennis Muilenburg.
De acordo com o executivo, essa é a estratégia para a Boeing minimizar a desaceleração do crescimento da receita com as vendas para as Forças Armadas dos Estados Unidos, que têm reduzido seu orçamento, principalmente na aquisição de equipamentos. "Isso (contrato com a Força Aérea do Brasil) poderia nos dar a oportunidade de acelerar o nosso crescimento (no mercado internacional)", respondeu Muilenburg, ao ser questionado se a conquista do contrato para fornecer 36 caças para o Programa F-X2, avaliado em R$ 10 bilhões, poderia acelerar o objetivo da Boeing de alcançar 30% do seu faturamento no segmento de defesa, no mercado internacional.
A Boeing concorre no F-X2 com o caça F-18 Super Hornet. Há 530 aeronaves dessa família em atividade, sendo 24 na Austrália, único país fora dos EUA que utiliza esse avião. Já foram gastos em torno de US$ 5 milhões somente na campanha para promover o Super Hornet. A Boeing concorre com os caças francês Rafale, da Dassault, e sueco Gripen, da Saab.
O CEO da área de defesa da Boeing acredita que o cancelamento do contrato de US$ 355 milhões da Embraer, que previa o fornecimento de 20 aviões Super Tucano para a Força Aérea Americana, no Afeganistão, não vai prejudicar a fabricante americana no Programa F-X2. A Embraer chegou a ser anunciada como vitoriosa, mas no fim de fevereiro o contrato foi cancelado abruptamente.
"Eu acredito que esses dois contratos são duas atividades completamente separadas. Eu entendo que a Força Aérea Americana está reacessando esse processo para ter certeza que todos os detalhes administrativos estão sendo levados em conta", afirmou Muilenburg. Segundo ele, a parceria da Embraer com a americana Sierra Nevada na concorrência para o fornecimento de aviões de combate leve aos EUA é de "muito sucesso", uma amostra de que a indústria brasileira pode efetivamente competir no mercado americano.
Uma eventual derrota da Boeing no F-X2 poderia "desacelerar" algumas das parcerias que a Boeing mantêm no Brasil, especialmente na área industrial, segundo Muilenburg. Mas ele afirma que a empresa americana têm uma visão de longo prazo no país, mercado estratégico para o objetivo de aumentar a receita da área de defesa, em países emergentes.
A Boeing assinou um memorando de entendimentos com a israelense Elbit Systems, que conta com uma subsidiária no Brasil, a AEL Sistemas, de Porto Alegre (RS). Essa parceria prevê que a AEL faça o desenvolvimento da tela dos caças F18 Super Hornet com a tecnologia "large area display", que mostra todos os dados de voo. Esse acordo integra parte do programa industrial que a Boeing pretende implementar, caso vença o F-X2.
De acordo com a diretora regional da Boeing de parcerias internacionais estratégicas na área de defesa, Susan Colegrove, a empresa já assinou 25 memorandos de entendimentos com empresas e universidades no Brasil. Ela conta que o objetivo foca não só o desenvolvimento de produtos, mas também de melhoria de processos e de gerenciamento.
A Boeing tem atualmente 58 programas industriais, em 23 países, avaliados em US$ 20 bilhões. São parcerias com ministérios de diferentes áreas. Susan acrescenta que nos últimos 30 anos a Boeing desenvolveu 40 parcerias internacionais, de US$ 40 bilhões
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O repórter viajou a convite da Boeing

BOEING - Colecionador restaura B737 e instala cinema dentro
















Aeronave fabricada em 1986 está exposta no Museu Militar Brasileiro, em Panambi
 Panambi, no noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, agora possui cinema. E com asas.

Adquirido por um colecionador em 2010, um Boeing 737-300, fabricado em 1986, foi totalmente adaptado. Recebeu duas telas de 42 polegadas, sistema de vídeo e som. Além do acervo com mais de 100 filmes e documentários, a maioria militares, uma biblioteca também foi montada a bordo e ajuda a contar as páginas da rica história militar.

O trabalho de restauro durou um ano e, nos últimos nove meses, envolveu toda a família do empresário Sefferson Steindorff.

- Moramos no centro de Panambi, mas há nove meses vim com minha esposa e meus três filhos para o sítio (que fica a 7 km da cidade). Todos se envolveram um pouco na atividade - explica o colecionador, que contou também com a ajuda de funcionários do museu mantido por ele.

A sala de cinema foi montada na parte mais próxima da cabine. Tem um potente sistema de som que, ligado no volume máximo, estremece toda a estrutura. Na parte traseira da aeronave, quatro mesas foram colocadas em frente às poltronas originais, formando a biblioteca. Os compartimentos de bagagem de mão receberam livros de história. No verão, o conforto dos visitantes será garantido por aparelhos de ar-condicionado.

Trabalho por gratidão

Steindorff nunca foi militar. Tampouco teve parentes adeptos da farda. O gosto pela história do Exército surgiu da gratidão que tem pela corporação.

- Éramos agricultores em São Pedro do Sul. Quando nosso pai morreu, deixando a minha mãe, eu e meus três irmãos, fomos tentar a vida em Santa Maria. Mas não foi uma aventura bem sucedida e passamos muita dificuldade. Passamos a viver em meio a militares e eles nos ajudavam muito. Vinha do Exército muitas vezes a nossa comida. É daí que vem toda a minha gratidão - conta Steindorff em meio às poltronas do Boeing que agora é a maior atração de seu museu.

A inauguração foi na manhã desta sexta-feira. À tarde, o vai-vem de visitantes ainda era grande.

- Nosso filho veio de manhã com a escola. Agora de tarde, nos trouxe para conhecer _ conta Débora Santos, 34 anos, matriarca da família que mora em Linha Belizário, distante 30 km do centro de Panambi, enquanto tirava fotos com o filho e o marido.

Para visitar

- Visitas ao museu e sessões de cinema podem ser agendadas por grupos através do telefone (55)3375-0310, ou pelo e-mail contato@museuacmmb.org.br
-  Militares e estudantes de escolas municipais não pagam
- O ingresso para demais estudantes e idosos custa R$ 4
- A taxa para adultos é de R$ 8

O Boeing
Modelo: 737-300
Ano: 1986
Lugares: 149
Largura: 5m
Altura: 5,5m
Peso total: 20 toneladas
Primeiro Vôo: 7 de março de 1986
Último Vôo: 5 de maio de 2010 (Portugal – Porto Alegre)
O transporte
Do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, até Panambi, o Boeing foi trazido em carretas. Uma delas trouxe a fuselagem. As asas foram retiradas do avião e trazidas em uma segunda carreta. Antes de vender a aeronave ao colecionador, a companhia aérea retirou os motores e toda a aparelhagem eletrônica.
 

Flight Simulator X

29 de abr. de 2012

Singapore Airlines registra crescimento em março
























A Singapore Airlines divulga outro mês de resultado operacional positivo. O mês de março de 2012 apresentou um crescimento de 10,4% na quantidade de passageiros transportados, comparando ao mesmo período do ano passado. A ocupação das aeronaves também aumentou: na região das Américas, passou de 73,4% (março de 2011) para 79,3% (março de 2012).
No Brasil, a companhia opera três voos semanais na rota São Paulo – Barcelona – Cingapura.

Azul é a companhia aérea com maior número de voos e destinos em um mesmo aeroporto


Com pouco mais de três anos de operação, a Azul Linhas Aéreas conquistou uma marca impressionante: é a companhia com maior número de voos e destinos atendidos a partir de um mesmo aeroporto – Viracopos, em Campinas. São 131 decolagens diárias (segunda a sexta) para 40 destinos diretos operados pela Azul em todo o Brasil.
Comparando as operações, as duas primeiras empresas posicionadas no ranking da Anac têm, respectivamente, 107 e 117 partidas diárias (segunda a sexta) a partir Congonhas para 20 destinos nacionais cada. A Azul já oferece o dobro de destinos, em voos diretos, além de conferir um maior número de operações diárias a partir de Viracopos.
Ainda, a companhia detém 85% de participação em todas as partidas de voos do aeroporto campineiro – a maior participação que Viracopos já atingiu com uma única empresa aérea em toda sua história. “Queremos oferecer em nosso hub o maior número de destinos para nossos Clientes, com opções de horários e conexões”, afirma Gianfranco Beting, diretor de Comunicação, Marca e Produto da Azul.
Destinos operados pela Azul em Viracopos: Aracajú, Araçatuba, Porto Seguro, Brasília, Cuiabá, São Paulo (Congonhas), Campo Grande, Caldas Novas, Belo Horizonte, Curitiba, Caxias do Sul, Florianópolis, Fortaleza, Rio de Janeiro (Galeão), Rio de Janeiro (Santos Dumont), Goiânia, Foz do Iguaçu, Ilhéus, Juiz de Fora, Juazeiro do Norte, Joinville, João Pessoa, Bauru, Londrina, Manaus, Maceió, Maringá, Marília, Natal, Navegantes, Palmas, Porto Alegre, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Recife, São José do Rio Preto, Salvador, Teresina, Uberaba e Vitória.
 

Nave espacial sobrevoa Nova York

Avião faz pouso de emergência em praia da Bahia

Aluno e instrutor morrem em queda de monomotor no litoral de SP

28 de abr. de 2012

Bombeiros localizam avião que caiu no litoral de SP

Subcomissão da Aviação Civil debate indústria da aviação experimental

A Subcomissão Temporária sobre Aviação Civil realiza audiência pública, na próxima quarta-feira (2), às 14h, para discutir políticas públicas para o desenvolvimento da indústria da aviação experimental, voltada para a construção amadora de aeronaves. A reunião faz parte do ciclo de audiências públicas que debatem as políticas públicas para a aviação civil brasileira. A subcomissão funciona no âmbito da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).
De acordo com a Associação Brasileira de Aviação Experimental (Abraex), a construção aeronáutica amadora já é uma realidade consolidada no Brasil. O país ocupa o 3º ou 4º lugar em número de aeronaves amadoras construídas ou em construção, sendo que à frente do Brasil encontram-se os Estados Unidos e a França.
Ainda segundo a Abraex, existem pelo menos 36 aviões KR2 sendo construídos neste momento no país. Só em Rio Claro/SP estão sendo construídos simultaneamente 7 aviões do projeto italiano KR2.
Para participar dos debates estão convidados o diretor do Departamento de Política de Sérvios Aéreos da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Ricardo Chaves de Melo Rocha; um representante da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), cujo nome ainda será definido; o presidente da Associação Brasileira de Aviação Experimental (Abraex), Humberto Peixoto Silveira; o presidente da Associação Brasileira de Ultraleves (Abul), Gustavo Henrique Albrecht; e o presidente do Museu TAM Linhas Aéreas, João Francisco Amaro.

Agência Senado

PRÓTESE NA AVIAÇÃO

Indefinição sobre próximos leilões de aeroportos

Agência Estado
São Paulo -
 
São Paulo - O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, voltou a dizer nesta terça-feira que ainda não está definido quando serão realizados novos leilões de aeroportos nem quais seriam repassados para a iniciativa privada.

"Isso ainda não está definido e está sendo discutido dentro de um planejamento estratégico de longo prazo do governo. Obviamente isso é uma alternativa, mas precisamos ter uma visão de longo prazo para que possamos acertar nas nossas decisões não só de infraestrutura dos aeroportos existentes, de novos aeroportos (...) e também de qual o papel que terá a parceria do setor privado", disse na abertura da feira Airport Infra Expo, em São Paulo.

Sobre o plano de outorga, que estava previsto para ser concluído e divulgado no primeiro trimestre deste ano e agora passou para até o final do ano, ele disse que a mudança no cronograma ocorreu porque "todas essas coisas dependem da discussão de várias questões, questões técnicas, de avaliação de longo prazo". Ele não considera que a mudança no cronograma seja um atraso, mas "um aperfeiçoamento". "Este ano teremos um plano", disse.

De acordo com Bittencourt, agora estão sendo fechados os investimentos que serão destinados aos aeroportos regionais. "Estamos conversando com os Estados também, discutindo quais são os aeroportos nos quais vamos fazer os investimentos, já que não podemos investir nos 720 aeroportos existentes. Temos de priorizar os mais importantes, que sejam um polo de desenvolvimento", disse. Ele afirmou ainda que os investimentos por parte da Infraero nos seus 63 aeroportos estão todos em dia, "as obras estão andando normalmente".

Bittencourt disse que a ideia é estar até o final de 2014 com todos os aeroportos concedidos: os sob concessão exclusiva da Infraero e os aeroportos regionais com uma política de investimento já definida e em execução.

O ministro também voltou a dizer que os aeroportos brasileiros estarão preparados para receber o fluxo maior de passageiros esperado para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, que serão realizadas no Brasil. "Se estamos atendendo o dia a dia, que cresce à ordem de dois dígitos há três, quatro anos, certamente atenderemos bem a Copa do Mundo, as Olimpíadas, a Rio+20 e outros eventos." De acordo com ele, no final do ano passado, a melhora da produtividade dos aeroportos da Infraero foi da ordem de 40%.

Questionado se a SAC já fez algum levantamento sobre obras que estão a cargo da construtora Delta, alvo de denúncias de envolvimento em um suposto esquema de corrupção, ele limitou-se a dizer que "a grande obra que tínhamos com a Delta era do novo terminal de Guarulhos, que foi construído e concluído dentro do prazo certo, em janeiro, e foi entregue dentro do preço acertado"

Secretário dos EUA tenta convencer Brasil a comprar caças

F-18 Super Hornet da Boeing é visto como azarão na concorrência


O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, fez nesta quarta-feira (25) no Rio de Janeiro um discurso entusiasmado tentando convencer o Brasil a adquirir caças norte-americanos, e afirmou que o comércio bélico entre as duas maiores economias das Américas representa uma "área madura para o crescimento".
O caça F-18 Super Hornet da empresa norte-americana Boeing é visto como azarão na concorrência para a compra de novos caças da Força Aérea Brasileira. A licitação tem um valor inicial em torno de U$ 4 bilhões ( R$ 7,5 bilhões), quantia a ser substancialmente ampliada com a manutenção e com encomendas posteriores.
A presidente Dilma Rousseff tem apresentado o caso como um marco na definição das alianças militares e estratégicas do Brasil nas próximas décadas, refletindo sua nova condição de potência econômica global.

O discurso de Panetta foi feito em visita à Escola Superior de Guerra, no Rio. Para ele, a compra iria fortalecer as indústrias brasileiras de armamentos e aviação, ao permitir que elas transformem suas parcerias com companhias dos EUA.

Esta oferta, que tem forte apoio do Congresso dos Estados Unidos, contém uma parcela de tecnologias avançadas sem precedentes, que é reservada apenas aos nossos aliados e parceiros mais próximos. Estou esperançoso de que o governo brasileiro afinal escolha adquirir o Super Hornet para ser o caça da nova geração para a sua Força Aérea. E elas teriam a melhor oportunidade de entrar nos mercados mundiais.
Mas a empresa francesa Dassault Aviation ainda é vista como favorita para a venda de 36 caças Rafale ao Brasil. A outra proposta na concorrência é a do caça Gripen, da sueca Saab.
O favoritismo da Dassault foi reforçado neste ano, quando a Índia disse que estava negociando a compra de 126 Rafales. Isso atenuou as preocupações existentes no Brasil a respeito do caça francês, que até então não tinha compradores fora da França.

Embraer

Em entrevista coletiva na terça-feira (24) em Brasília, o ministro da Defesa, Celso Amorim, reiterou que o Brasil ainda não tomou uma decisão a respeito dos caças. Mas pareceu insinuar que as preocupações brasileiras a respeito do compartilhamento de tecnologias pelos EUA não estão completamente resolvidas.
Ele também manifestou preocupações com o recente cancelamento de uma concorrência dos EUA, vencida pela Embraer e por seus sócios, para fornecer 20 aviões ao Afeganistão, num valor de 355 milhões de dólares.
O contrato foi suspenso por causa de aparentes irregularidades. Seria o primeiro da Embraer com as Forças Armadas dos EUA, e Amorim não escondeu sua decepção.
— Naturalmente, não posso dizer que a relação inteira vai depender desse exemplo em particular.
Esse não foi o primeiro revés para a Embraer nos EUA. Em 2006, Washington vetou a venda de aviões Super Tucano para o governo esquerdista da Venezuela. Os EUA tinham esse poder de veto por causa da tecnologia norte-americana incorporada aos aviões de fabricação brasileira.
Em outro incidente, em 2009, a Embraer disse ter sido temporariamente impedida de vender jatos comerciais à Venezuela por conterem sistemas norte-americanos de comunicação.
Os episódios geraram temores de que o Brasil enfrente restrições similares no futuro com a tecnologia a ser recebida da Boeing em caso de aquisição dos F-18.
Em sua primeira viagem ao Brasil como chefe do Pentágono, Panetta disse que os EUA querem ampliar o comércio de equipamentos militares de alta tecnologia, "num fluxo “em ambas as direções entre os nossos países".
Os EUA, garantiu Panetta, raramente negam licenças de exportação envolvendo o Brasil.

— Houve uma época em que os Estados Unidos desestimulavam o desenvolvimento da capacidade militar em países da América Latina e Central", disse Panetta em entrevista coletiva na terça-feira em Brasília. O fato é que hoje achamos o desenvolvimento desse tipo de capacidade importante (...). O que isso fará, eu acho, será promover a segurança nesta região.
O comércio bilateral entre EUA e Brasil totalizou cerca de U$ 74 bilhões (R$ 139 bilhões)  no ano passado, contra U$ 503 bilhões (R$ 947 bilhões) dos EUA com a China. Em 2009, a China superou os EUA como maior parceiro comercial do Brasil.